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rui sousa



Registrado em: 13 Dez 2006
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MensagemColocada: Ter Jan 14, 2014 9:14 pm    Assunto: Responder com Citação

O Fim da Aventura

«O Fim da Aventura» é um clássico da literatura e uma das obras mais surpreendentes e maravilhosas de Graham Greene. Numa história de paixões, crenças e tensões, o autor explora hábil e genialmente a força do espírito humano, dissecando razões, pensamentos e justificações para a turbulência das personagens e o vaivém em que se encontram as suas vidas. E é fascinante a forma como o autor, sendo católico, consegue criar todo um rol de personagens sem ligações à religião (ou aparentes ligações) e fazer uma história tão credível e filosoficamente profunda.

Greene começou por ser comunista, mas com o passar dos anos (e também auxiliado pela influência da sua mulher), deixou a política e converteu-se ao catolicismo. Uma forte componente religiosa é notória em «O Fim da Aventura» e é isso que torna este um livro tão especial. Não há reflexões tendenciosas nem preconceituosas, mas Greene analisa a maneira como a fé, ou a falta dela, moldam as pessoas a serem quem são, boas ou más, tanto de um lado de crenças como do outro sem esse tipo de crenças.

«O Fim da Aventura» é um excelente e belíssimo romance, que vai até ao lado mais negro e profundo das relações humanas e do amor entre homens e mulheres. Sem picuinhices, sem ideias feitas, apenas repleto de humanidade e de humildade, com personagens identificáveis com o leitor e que são o exemplo do fascínio dos homens pelo que lhes é desconhecido e que os faz viver de formas tão complexas e reveladoras. É um grande livro, que agarra o leitor e que faz rir, chorar e pensar. E a escrita de Greene, carregada de ironia e sarcasmo, é verdadeiramente genial.
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rui sousa



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MensagemColocada: Ter Jan 14, 2014 9:15 pm    Assunto: Responder com Citação

1984

Dizer que «1984», de George Orwell, é uma obra que possui uma fortíssima atualidade, já todos nós sabemos (e aliás, o aumento do número de vendas do livro nos EUA depois do escândalo da NSA ainda auxilia mais esse facto). Ao afirmar que a história distópica e (apenas figuradamente) futurista sobre Poder, Opressão e Manipulação é um alerta para o lado mau de qualquer ditadura, também não estou a acrescentar nenhuma novidade opinativa sobre esta obra prima literária. E ainda, ao manifestar a minha consideração de que o valor da história e das situações de «1984» torna-o uma peça de leitura obrigatória para qualquer ser humano, também não poderei acender novas luzes sobre esta narrativa.

De tão bom que é «1984» e de tanto que já se disse e se escreveu e se debateu sobre o livro, parece impossível acrescentar-lhe alguma coisa de novo, no meio de um mar vasto e infindável de opiniões e interpretações que existem sobre a sua construção e as intenções de Orwell. E eu, um simples e ingénuo leitor/devorador de livros que me despertem a atenção como este me despertou, não poderei dizer mais nada de interessante ou relevante sobre «1984». Daí eu já ter lido a obra há uns meses e só agora é que consegui escrever alguma coisa sobre ela - mas infelizmente, não está a sair nada de jeito.

Talvez reste apenas a experiência do leitor. Sim, porque lemos as opiniões sobre um determinado objeto cultural especial e particular, mas quando o consumimos e quando o sentimos, entramos noutra dimensão interpretativa que nunca caberá em qualquer ensaio ou dissertação ou conversa que se possa ter sobre ele. «1984» é um desses livros que nos deixa perturbados e confusos, e que desperta em nós um certo desejo de querer mudar o mundo. É uma delícia ler cada página da ficção (tão verídica) inventada por Orwell, e tão bem traduzida para português pela Antígona, e percebermos que este é um dos poucos livros que nos despertam os sentidos como os "vulgares" não conseguem fazer (sensação parecida com a que nos oferecem os grandes filmes, os grandes álbuns, as grandes peças, etc).

Mas apesar de «1984» ser o livro mais famoso de Orwell, convém não esquecer que há outra obra prima, mais curta e mais incisiva, mas que é igualmente recomendável: «O Triunfo dos Porcos» («A Quinta dos Animais», numa tradução mais recente e que segue literalmente o título original). Ambos os livros lidam com a sociedade e os jogos de poder que se criam entre classes e "chico-espertezas" políticas e institucionais. Duas peças literárias que são um murro no estômago para o leitor, e que devem, ou melhor dizendo, têm de ser lidas. Depois de descobertas estas duas obras, talvez fiquemos a perceber um pouco melhor os grandes males que atravessarão para sempre este nosso mundo...
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rui sousa



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MensagemColocada: Ter Jan 14, 2014 10:27 pm    Assunto: Responder com Citação

A Lenda do Santo Bebedor

Uma pequena novela de Joseph Roth, que vive do seu protagonista e dos símbolos (alguns com um certo toque divino) e significados que a ele ficam associados, e que fascinam o leitor porque, nas primeiras impressões que tiramos do bebedor Andreas, não nos parece ser uma figura que tenha muito para dizer, ou coisas tão relevantes para serem exploradas na sua personalidade. Da sua boca ouvimos proferir regularmente: "Que Deus nos dê a todos nós, a nós os bebedores, uma morte tão suave e tão bela!”. Andreas é um personagem único, que deambula pelas ruas de Veneza, revelando a sua tragédia que é, em parte, a que toca a todos os seres humanos. Livro curto, mas cuja pequenez não se traduz pela quantidade de material de reflexão que deixa no leitor.

Foi feito um filme, de Ermanno Olmi, que conta com Rutger Hauer no papel principal. Para o ator, esta é a performance pela qual gostaria de ser recordado. Espero ver o filme em breve (foi por causa disso que me lembrei de escrever uma pequena opinação sobre o livro), porque o artista teve mesmo, com este material de "pesquisa", muitas potencialidades para se sobressair com uma grande prestação...
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rui sousa



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MensagemColocada: Qui Jan 16, 2014 1:08 pm    Assunto: Responder com Citação

Khadji-Murat

Para Harold Bloom (numa citação que preenche a parte superior da capa da edição de «Khadji-Murat» da Cavalo de Ferro), esta é "a melhor história do mundo, ou pelo menos a melhor que eu li até hoje". Opiniões à parte, há coisas para serem elogiadas nesta narrativa minuciosa que, com tanta minúcia, perde-se no essencial e nos valores das situações descritas para dar mais importância aos pormenores. Lev Tolstoi conta, neste pequeno livro, as peripécias do guerreiro chécheno homónimo, uma figura com um grande poder de liderança. Amado pelo seu povo, que nele confia cegamente, Khadji-Murat aventura-se entre inimigos e possíveis aliados enquanto a guerra perdura, um conflito que foi causado pelo desejo de mais poder e pelos excessos de controlo e de domínio dos mais fortes nos mais fracos. Último romance de Tolstoi, «Khadji-Murat» não será, no entanto, um dos títulos mais notáveis da sua bibliografia. Mas é uma delícia ler a inteligência do autor e o cuidado que mostra em contar ao leitor todos os esquemas militares e políticos que foram postos em prática no combate, e nas amizades e traições que descobrimos e que desvendam as maiores fragilidades da espécie humana. Contudo, acima disto, está a história de um povo e da sua sobrevivência, representado pelo seu líder, que apenas pretende salvar a sua pequena comunidade da destruição perpetuada pelas maiores forças que a ela se opõem.
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rui sousa



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MensagemColocada: Dom Fev 16, 2014 3:47 pm    Assunto: Responder com Citação

A Oeste Nada de Novo

É talvez um dos mais fortes retratos literários dos horrores da guerra e da pressão psicológica e física exercida sobre quem nelas combate, movido por ingénuas convicções pessoais, por avisos de alguém superior, ou porque vêem no conflito uma oportunidade bizarra para mudarem para melhor as suas vidas. «A Oeste Nada de Novo» é Erich Maria Remarque a contar a sua experiência na I Guerra Mundial através das suas personagens ficcionais, que se tornam mais próximas de nós do que qualquer visão histórica e factual do que acontecia nas trincheiras. É impressionante também como uma obra com tantos anos e que está situada numa época específica e num conflito específico, consiga ainda ser uma autêntica bomba, emocional e arrasadora, para os leitores da contemporaneidade. Talvez haja mais realismo em «A Oeste Nada de Novo», e nos diferentes costumes e hábitos dos seus personagens, sobre a guerra na atualidade do que qualquer livro da nossa era. Porque Remarque não escreveu um livro a criticar uma só guerra, mas a inutilidade de qualquer combate, e da perda da ingenuidade de um grupo de jovens rapazes que, de tão habituados estão aos dramas, às mortes e às tragédias que vivem nas trincheiras e noutros locais, apercebem-se que dali já fazem parte e que nunca conseguirão livrar-se daquelas marcas.

Remarque não se preocupa com censuras, nem atenua a sua linguagem e as situações que tão habilmente narra, com subtileza e, ao mesmo tempo, um choque demolidor. O autor atira todos os pormenores das tragédias dos combates ao leitor, como uma autêntica metralhadora que reage não para destruir mas, ao contrário de todas as fracas mentalidades que vêem no conflito armado a infalível solução para as diferenças da Humanidade, dar a entender que nada do que ali se passa tem qualquer coisa de agradável ou de patriótico, ou de poético, ou de refrescante. O livro foi publicado em 1929, onze anos depois do final da I Guerra Mundial. Adolf Hitler, pouco tempo depois, proibiria a sua circulação para não ser questionado em relação à ideologia que começava a impôr na Alemanha, não encontrando forças de oposição à sua política irracional e desumana.

«A Oeste Nada de Novo» é um alerta para o passado, para o presente e para o futuro. Um livro perturbante e uma experiência aterrorizante e palpável sobre as ilusões da noção da guerra e as desilusões trazidas pela guerra real. Obra de linguagem simples, mas repleta de significado e de assombro, que joga com o leitor, que se apercebe não estar perante um simples livro de guerra como tantos outros o são. Sem prever que iria haver uma II Guerra Mundial, Erich Maria Remarque dá-nos apenas uma pequena amostra, mas absolutamente espantosa, sobre todos os males que giram à volta da destruição, do caos e da desorganização social, familiar e política trazidos pelo conflito. Nesta guerra e em todas as outras. Talvez se possam evitar mais desastres humanos como este se os grandes líderes que por aí andam pegarem neste livrinho, e deixarem-se levar pelas suas palavras, pelos sentimentos de Paul, Kat, Tjaden e companhia, e pelas memórias que Remarque reconta em livro, atribuindo um pequeno toque ficcional, obviamente, mas que não retira nenhum pingo de credibilidade, e de realidade, a esta narrativa. Um livro precioso, e um dos melhores que já li até hoje.
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Paulex



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MensagemColocada: Seg Fev 17, 2014 5:10 pm    Assunto: Responder com Citação

rui sousa escreveu:
1984
(...)
De tão bom que é «1984» e de tanto que já se disse e se escreveu e se debateu sobre o livro, parece impossível acrescentar-lhe alguma coisa de novo, no meio de um mar vasto e infindável de opiniões e interpretações que existem sobre a sua construção e as intenções de Orwell. E eu, um simples e ingénuo leitor/devorador de livros que me despertem a atenção como este me despertou, não poderei dizer mais nada de interessante ou relevante sobre «1984». Daí eu já ter lido a obra há uns meses e só agora é que consegui escrever alguma coisa sobre ela - mas infelizmente, não está a sair nada de jeito.

Talvez reste apenas a experiência do leitor. Sim, porque lemos as opiniões sobre um determinado objeto cultural especial e particular, mas quando o consumimos e quando o sentimos, entramos noutra dimensão interpretativa que nunca caberá em qualquer ensaio ou dissertação ou conversa que se possa ter sobre ele. «1984» é um desses livros que nos deixa perturbados e confusos, e que desperta em nós um certo desejo de querer mudar o mundo. É uma delícia ler cada página da ficção (tão verídica) inventada por Orwell, e tão bem traduzida para português pela Antígona, e percebermos que este é um dos poucos livros que nos despertam os sentidos como os "vulgares" não conseguem fazer (sensação parecida com a que nos oferecem os grandes filmes, os grandes álbuns, as grandes peças, etc).

Mas apesar de «1984» ser o livro mais famoso de Orwell, convém não esquecer que há outra obra prima, mais curta e mais incisiva, mas que é igualmente recomendável: «O Triunfo dos Porcos» («A Quinta dos Animais», numa tradução mais recente e que segue literalmente o título original). Ambos os livros lidam com a sociedade e os jogos de poder que se criam entre classes e "chico-espertezas" políticas e institucionais. Duas peças literárias que são um murro no estômago para o leitor, e que devem, ou melhor dizendo, têm de ser lidas. Depois de descobertas estas duas obras, talvez fiquemos a perceber um pouco melhor os grandes males que atravessarão para sempre este nosso mundo...


Só para dizer... concordo plenamente com tudo! Very Happy
Um dos meus livros favoritos de sempre, que me marcou imenso. Já viste os filmes? O que achaste?
(provavelmente já viste, já deixaste crítica aqui no forum e eu até já respondi... Embarassed... se sim, sorry.... isto de andar em vários sítios da net a falar de filmes e livros, e de trabalhar por turnos, com o passar dos anos, deixa-me um bocadinho xexé ....Rolling Eyes)
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rui sousa



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MensagemColocada: Seg Fev 17, 2014 8:27 pm    Assunto: Responder com Citação

Paulex escreveu:
rui sousa escreveu:
1984
(...)
De tão bom que é «1984» e de tanto que já se disse e se escreveu e se debateu sobre o livro, parece impossível acrescentar-lhe alguma coisa de novo, no meio de um mar vasto e infindável de opiniões e interpretações que existem sobre a sua construção e as intenções de Orwell. E eu, um simples e ingénuo leitor/devorador de livros que me despertem a atenção como este me despertou, não poderei dizer mais nada de interessante ou relevante sobre «1984». Daí eu já ter lido a obra há uns meses e só agora é que consegui escrever alguma coisa sobre ela - mas infelizmente, não está a sair nada de jeito.

Talvez reste apenas a experiência do leitor. Sim, porque lemos as opiniões sobre um determinado objeto cultural especial e particular, mas quando o consumimos e quando o sentimos, entramos noutra dimensão interpretativa que nunca caberá em qualquer ensaio ou dissertação ou conversa que se possa ter sobre ele. «1984» é um desses livros que nos deixa perturbados e confusos, e que desperta em nós um certo desejo de querer mudar o mundo. É uma delícia ler cada página da ficção (tão verídica) inventada por Orwell, e tão bem traduzida para português pela Antígona, e percebermos que este é um dos poucos livros que nos despertam os sentidos como os "vulgares" não conseguem fazer (sensação parecida com a que nos oferecem os grandes filmes, os grandes álbuns, as grandes peças, etc).

Mas apesar de «1984» ser o livro mais famoso de Orwell, convém não esquecer que há outra obra prima, mais curta e mais incisiva, mas que é igualmente recomendável: «O Triunfo dos Porcos» («A Quinta dos Animais», numa tradução mais recente e que segue literalmente o título original). Ambos os livros lidam com a sociedade e os jogos de poder que se criam entre classes e "chico-espertezas" políticas e institucionais. Duas peças literárias que são um murro no estômago para o leitor, e que devem, ou melhor dizendo, têm de ser lidas. Depois de descobertas estas duas obras, talvez fiquemos a perceber um pouco melhor os grandes males que atravessarão para sempre este nosso mundo...


Só para dizer... concordo plenamente com tudo! Very Happy
Um dos meus livros favoritos de sempre, que me marcou imenso. Já viste os filmes? O que achaste?
(provavelmente já viste, já deixaste crítica aqui no forum e eu até já respondi... Embarassed... se sim, sorry.... isto de andar em vários sítios da net a falar de filmes e livros, e de trabalhar por turnos, com o passar dos anos, deixa-me um bocadinho xexé ....Rolling Eyes)


Por acaso ainda não vi nenhuma das adaptações Very Happy Alguma recomendação?
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Paulex



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MensagemColocada: Qua Fev 26, 2014 6:15 pm    Assunto: Responder com Citação

Epa, e eu que contava com os teus conhecimentos do ramo para me dizeres qual é o melhor... Cool

É que não resisti e comprei os dois na FNAC, uma daquelas promoções que às vezes fazem, de 5 euros e tal cada, mas não consigo decidir de qual dos filmes gosto mais.
O livro é muito, muito melhor do que qualquer um deles, muito mais marcante e expressivo, mas gostei que tivessem adaptado ao cinema.
Acho é que qualquer dia adaptam outra vez, porque mesmo o filme mais recente, apesar de já ser a cores, já tem uns anitos.
Hoje e amanhã tenho folgas e estou em casa dos meus pais, não tenho os filmes aqui. Na 6ª feira quando chegar a casa vou buscá-los para te deixar aqui os nomes/ realizadores/ anos etc. Smile

Curiosamente, comprei este livro proque era um dos favoritos do vocalista/ compositor principal da banda britânica Muse, uma das minhas favoritas. Parte do universo deles vai buscar inspiração a este livro, sendo que duas das músicas, Citizen Erased e Resistance são mesmo sobre o 1984, a primeira sobre as questões políticas/ sociais/ psoicológicas, a segunda inspirada na história de amor. Wink
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Paulex



Registrado em: 23 Mai 2007
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MensagemColocada: Sex Fev 28, 2014 6:20 pm    Assunto: Responder com Citação

Ora cá vão as datas e realizadores dos filmes:

» "1984", de Michael Anderson - 1956, com Edmond O'Brien, Michael Redgrave e Jan Sterling


» "1984", de Michael Radford - 1984 , com John Hurt, Richard Burton e Suzanna Hamilton
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Tim



Registrado em: 05 Jan 2007
Mensagens: 346

MensagemColocada: Seg Mai 05, 2014 3:46 pm    Assunto: Responder com Citação

Tinha começado a ler o livro Anticancro de autoria do Dr. David Servan-Schreiber quando soube que o António (Alguém) tinha sido internado por lhe ter sido diagnosticada uma leucemia. Em circunstâncias normais não faria aqui este "post" por achar ser "off-topic", mas o recente falecimento do António leva-me a aconselhar a leitura deste livro a todos os membros do MJ. Infelizmente já não vou a tempo de recomendá-lo ao António Sad

Sinopse:

David Servan-Schreiber tinha 31 anos e era uma estrela em ascensão da neuropediatria quando descobriu que tinha um tumor maligno no cérebro. Jovem e ambicioso, não acreditou que fosse o princípio do fim. Começou a perguntar a outros médicos: O que posso fazer, para além da medicina tradicional? A resposta foi sempre a mesma: nada. David não acreditou, e começou a investigar por si próprio. Ao longo de 15 anos coligiu tudo o que a ciência tinha produzido sobre a doença, no campo da oncologia, do nutricionismo, da psicologia. Foi juntando as pontas soltas, criando um sistema, todo um novo estilo de vida. Venceu o cancro por duas vezes, combinando a medicina tradicional com uma nova maneira de viver. E nesta obra pioneira revela o método usado, os alimentos certos, os exercícios e o ajuste emocional necessários. Obra científica mas também um livro de memórias, Anticancro expressa uma vibrante crença no ser humano e nas suas extraordinárias capacidades para vencer qualquer desafio. A última edição, publicada em 2012, foi meticulosamente revista pelo autor em função das muitas dúvidas e questões que os seus pacientes lhe colocaram ao longo dos anos.
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marion



Registrado em: 31 Jan 2009
Mensagens: 828
Local/Origem: Coimbra

MensagemColocada: Seg Mai 05, 2014 4:01 pm    Assunto: Responder com Citação

Tim,

Já tivemos oportunidade de "falar sobre o assunto" mas quero dizer-te que acho muito bem que divulgues este livro, num tópico sobre livros...

Tudo o que possa ajudar-nos a conhecer a forma de manter ou readquirir a saúde e o bem estar é muito importante!Afinal,o que é que há de mais valioso que a saúde?

Obrigada pela tua partilha e pela minha parte, tenho a intenção de adquirir o livro.

Um abraço
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bonecadeporcelana



Registrado em: 21 Mar 2010
Mensagens: 1176
Local/Origem: Lisboa

MensagemColocada: Seg Mai 05, 2014 5:53 pm    Assunto: Responder com Citação

Fizeste muito bem Tim. Eu própria já tive para adquirir esse livro, mas como tenho outros que também abordam essa temática, acabei por adiar a compra.
Tive uma amiga que se curou recentemente de um cancro da mama e eu fiz questão de a ajudar o máximo possível. A forma como as pessoas doentes são tratadas influencia o curso da doença e, pode até, fazer com que recuperem totalmente.
O acompanhamento do meu jantar hoje vão ser 6 couves de Bruxelas. Detesto, mas como previne o Cancro, faço o sacrifício.
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carla1983



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Mensagens: 169
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MensagemColocada: Sáb Set 22, 2018 4:35 pm    Assunto: Responder com Citação

Desenterro este tópico só para dizer que acabei de ler um dos melhores livros que já li até hoje.

Jane Eyre , de Charlotte Brontë.

Mas que magnífica história! Não está bem escrito, está fenomenalmente escrito!! É daqueles que a muito custo se pousa, pois se fica ansioso por saber o que irá suceder de seguida. Não há uma só passagem aborrecida! Tudo é cativante e envolvente da primeira à última página. Em termos comparativos, ''O Monte dos Vendavais'', da irmã Emily, é de facto muito bom, mas este é magnificamente bom, pelo menos é essa a minha opinião.
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''Criança eu preciso lembrar-me de ti."
Carlos Paião
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