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Tintim e o Segredo do Licorne - O FILME
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Autor Mensagem

Miguel Freire



Registrado em: 21 Jul 2006
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MensagemColocada: Sáb Out 29, 2011 1:32 pm    Assunto: Responder com Citação

Obrigado Paulo.
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rui sousa



Registrado em: 13 Dez 2006
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MensagemColocada: Sáb Out 29, 2011 2:00 pm    Assunto: Responder com Citação

Também podem ver a versão francesa todos os dias às 18h45 no campo pequeno.
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misterio
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MensagemColocada: Sáb Out 29, 2011 6:10 pm    Assunto: Responder com Citação

rui sousa escreveu:
misterio atenção! É «o» Milu Wink


Rui tenho ouvido dizer a Milú, ainda hoje o Mário Augusto (critico de cinema) disse a cadela Milu.
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rui sousa



Registrado em: 13 Dez 2006
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MensagemColocada: Sáb Out 29, 2011 9:25 pm    Assunto: Responder com Citação

Sim misterio também o ouvi a dizer isso mas está errado, como outra coisa errada que ele disse sobre o Tintin que agora não me recordo. É o milu, e só ha essa confusão porque cá em Portugal o primeiro nome que o cão teve foi «rom-rom», o que causou alguma confusão em relação a se era cão ou cadela.

E entretanto já vi o filme!



Um grande espetáculo visual e cinematográfico. É assim que, em meia dúzia de palavras, se pode resumir «As aventuras de Tintin: O segredo do Licorne», capítulo primeiro de uma saga que, espero eu e muita gente, dure e muito! Pelo menos mais um capítulo, para concluir este.

Mas prosseguindo, gostaria de dar a minha opinião sobre Spielberg e Indiana Jones. Muitos dizem que este filme do Tintin assemelha-se a uma espécie de «Indiana Jones V». Nego essa ideia, acho que é exatamente o contrário. Todos os filmes do Indiana Jones são spin-offs do Tintin. Aliás, acho que o Tintin é bem melhor que o Indy (desculpai o que eu acabei de dizer, adoradores da famosa personagem de Harrison Ford!). Eu sou um grande fã da personagem belga, sou capaz de ter lido cada álbum umas setecentas vezes (sem exageros), e acho que o filme é extraordinário. É claro que as histórias foram adaptadas de uma forma diferente, e vários elementos dos álbuns «O caranguejo das tenazes de ouro» e «O segredo do Licorne» foram misturado (bem como uma cena de homenagem ao álbum «Explorando a Lua», que me parece que, até agora, apenas alguns notaram), mas o filme não perde nada por isso. Digo até que esta é a melhor adaptação cinematográfica da obra de Hergé. Mas se quiserem ver uma adaptação mais fiel aos livros, vejam a série animada dos anos 90. Senão, vejam esta versão Spielbergiana do Tintin, que contém uma série de pormenores que achei muito mas muito interessantes, como o facto de Hergé aparecer no início do filme (a pintar o próprio Tintin), e também o jornal que aparece no filme se chamar... «Le petit Vingtième».

Em suma, aconselho a que vejam a versão francesa. Se forem como eu e se tiverem habituado, desde novos, ao mundo do Tintin nessa língua, vale a pena ver a dobragem francesa. E gostava de salientar que se nota perfeitamente que quem fez aquele filme (todas as pessoas envolvidas, não só o Spielberg) tem um grande carinho e admiração ao mundo de Tintin, porque se assim não fosse, o filme não teria sido bom. Porque o argumento dá as voltas que dá, mas é muito dentro do espírito de aventura das obras de Hergé (que, a esta hora, deve estar contente de alegria, esteja onde estiver). Spielberg consegue fazer um extraordinário filme não precisando de fazer cenas mirabolantes e a caminhar mais para o desinteressante, como acontece em algumas das suas sagas como «Jaws» e «Jurassic Park», fazendo um filme que agrada a todos, admiradores ou não do Tintin. Por isso, com mil milhões de mil macacos, ide visionar esta fita!

Nota: ****1/2
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Editado pela última vez por rui sousa em Dom Out 30, 2011 9:39 am, num total de 1 vez
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rui sousa



Registrado em: 13 Dez 2006
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MensagemColocada: Dom Out 30, 2011 9:38 am    Assunto: Responder com Citação

Um texto muito interessante que li há pouco, da autoria de Benoit Peeters, especialista da obra de Hergé:

Citação:
Os primeiros contactos entre Hergé e Steven Spielberg remontam a Novembro de 1982, pouco antes da morte do desenhador. Spielberg descobre Tintin, compra os direitos e pede na mesma altura a Hergé para não exercer qualquer controlo sobre o filme, o que ele nunca fez com ninguém. Mas Hergé admite que Spielberg precisa da sua liberdade de criador. Teria dito: “Serei certamente traído, mas com ele sê-lo-ei de forma talentosa.”

O filme "Duel" (1971) tinha maravilhado Hergé, que admirava o seu princípio de economia. Não só tirava o fôlego ao espectador apenas com um automóvel e um camião, como estava próximo do mito. Logo que viu o filme, Hergé reconheceu um irmão em Spielberg. É pena que os dois homens nunca tenham conseguido encontrar-se.

O filme leva cerca de 30 anos a concretizar-se. Spielberg não se situa num registo de oportunismo comercial, pois quis sinceramente prestar homenagem à obra de Hergé. Pessoalmente, quando vi os primeiros filmes anúncio fiquei um pouco aterrorizado pelo lado caricatural de Haddock e o aspecto pueril de Tintin. Mas o filme, no seu conjunto, convenceu-me e deixei-me arrebatar.

Com outra técnica e no contexto de uma super-produção americana, Spielberg conseguiu encontrar algo do espírito de Hergé. Estamos, pois, confrontados com uma tripla desproporção. Em primeiro lugar, entre a pequena Bélgica e o poderio comercial dos Estados Unidos. Depois, entre Hergé, artista solitário que desenvolveu a sua obra a partir dos anos 1930, e o cineasta mais visto de Hollywood, aliado a Peter Jackson.

Finalmente, entre a tecnologia minimalista e barata da banda desenhada e uma super-produção que é o desenlace de anos de investigação sobre a "motion capture", os efeitos especiais e a imagem 3D. Porque é Golias-Spielberg que quer que os americanos e os espectadores de todo o mundo descubram Hergé e Tintin. Ele dá à obra de Hergé a imensa oportunidade de uma nova vida. Uma das forças do filme é a de aliar uma tecnologia ultra-moderna a um universo que evoca os anos 1940-50.

Como Hergé, Spielberg é platónico no tratamento dos objectos e dos veículos: a ideia da mota, a ideia do avião, a ideia do cargueiro, mais do que este ou aquele modelo de ontem ou de hoje. No filme, não há qualquer telemóvel, computador ou hambúrguer. Estamos num universo mais inglês do que americano com um pequeno toque bruxelense na sequência do velho mercado. E a realidade chega-nos filtrada.

O filme tem uma forma de intemporalidade que nos conduz à Aventura com maiúscula. É claro que no tratamento das personagens estamos perante uma outra estética, diferente da dos álbuns. O aspecto hiper-realista da pele não tem nada a ver com as superfícies planas nos rostos de Hergé.

Aceito o Tintin de Spielberg pela suavidade do seu rosto, aceito Haddock porque a barba desempenha um papel de ocultação e “veste” o seu rosto. Mas por vezes a mistura de realismo e caricatura desagrada-me. Com os Dupond(t) e com a Castafiore, incomodam-me os seus narizes, cujo aspecto gráfico me parece que se impõem demasiado. Mas, simultaneamente, é preciso compreender que uma transcrição literal do estilo de Hergé teria raiado o ridículo.

Nos anos 1980, Spielberg optara por argumentos originais. Teve a intuição de se aperceber que isso não funcionava. Mas pegar literalmente nos álbuns também não teria funcionado. Ao criar uma ponte entre "O Caranguejo das Tenazes de Ouro" e "O Segredo do Licorne", Spielberg inventou uma história que lhe pertence, apesar de nos fazer pensar permanentemente nos álbuns. O verdadeiro tema do filme é a criação de um laço forte entre Tintin e Haddock, entre um quase miúdo e esse destroço que deve atravessar a sua história de família para reencontrar a sua identidade.

Mesmo as sequências provenientes dos álbuns – como o relato de Haddock sobre os feitos do seu antepassado – utilizam soluções diferentes. E isso é um momento de coragem tanto em Hergé como em Spielberg. É conveniente não olhar para o filme com uma atitude purista, como os melómanos que, no concerto, não conseguem tirar os olhos da partitura. O filme existe, com a sua linguagem e o seu estilo.

E os álbuns de Hergé continuam a existir plenamente, quando não há uma nova aventura de Tintin desde 1976. Pessoalmente, apetece-me agradecer a Spielberg: ele vai dar a centenas de milhares de pessoas o desejo de descobrir os álbuns de Hergé.

In Cinecartaz

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misterio
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MensagemColocada: Ter Nov 01, 2011 1:02 pm    Assunto: Responder com Citação

Estou com o Rui, desde sempre fui sempre familiarizado com o Tintin e achei o filme muito bom, só alguns promenores que achei exagerado mas compreendo que queiram vender o filme, foi a situação da balatlha naval que está muito longa e violenta para o que Hergé desenhou.

Rui viste o promenor das latas de conserva?

Mas não irei adiantar mais se não passo a revelar Spoilers
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rui sousa



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MensagemColocada: Ter Nov 01, 2011 5:18 pm    Assunto: Responder com Citação

Sim misterio por acaso reparei Very Happy e também achei muita graça à tal parte de homenagem a uma cena do «explorando a Lua».
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misterio
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MensagemColocada: Qua Nov 02, 2011 8:20 pm    Assunto: Responder com Citação

Mas o explorando a Lua vai ser aproveitada num dos próximos filmes, li algures.
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rui sousa



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MensagemColocada: Qua Nov 02, 2011 9:31 pm    Assunto: Responder com Citação

Sim, acho que é no terceiro filme. Mas mesmo assim achei piada à referência ao álbum que eles puseram no filme. Very Happy
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_tita_



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MensagemColocada: Qui Nov 03, 2011 9:33 am    Assunto: Responder com Citação

Fui ontem ver o filme (versão francesa) e gostei bastante.
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Tia Matilda



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MensagemColocada: Sex Mai 11, 2012 8:37 am    Assunto: Responder com Citação

misterio escreveu:
só alguns promenores que achei exagerado mas compreendo que queiram vender o filme, foi a situação da balatlha naval que está muito longa e violenta para o que Hergé desenhou.


Embora gostei muito do filme achava também um pouco demais Hollywood. Mas bem, era divertido e gostava muito do estilo gráfico que foi bem perto ao original.
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